SP: setores técnico e produtivo avícola atualizam conhecimentos para prevenir plantel paulista da influenza aviária

SP: setores técnico e produtivo avícola atualizam conhecimentos para prevenir plantel paulista da influenza aviária

segunda-feira, 17 de abril de 2017

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São Paulo/SP

Técnicos da defesa agropecuária, pesquisadores, representantes de casas genéticas e de granjas atualizaram seus conhecimentos para ampliar as medidas de prevenção e controle da Influenza Aviária no plantel paulista durante o “Seminário Paulista de atualização sobre Influenza Aviária”.

O evento foi realizado nesta terça-feira (11), pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), em parceria com a Associação Brasileira de Proteína Animal (Abpa), Associação Paulista de Avicultura (APA) e o Instituto Ovos Brasil (IOB).

Na abertura do seminário, o secretário Arnaldo Jardim destacou a sintonia entre os governos estadual, federal e o setor produtivo para manter, prioritariamente, a sanidade no segmento avícola. “Como maior produtor e exportador de proteína animal do mundo, temos o desafio de tomar todas as medidas necessárias para identificar e corrigir comportamentos localizados que comprometam a sanidade e manter os níveis de biosseguridade”, afirmou.

Para o titular da Pasta, a integração vai ao encontro das diretrizes do governador Geraldo Alckmin, que se preocupa com o papel estratégico que a avicultura de postura e a de corte desempenham no Estado. “O setor é hoje supridor de proteína de qualidade, fundamental à alimentação saudável da população, mas é também decisivo na geração de empregos e mobilização de recursos, abrindo um cenário de oportunidades para o Brasil no mercado internacional”, avaliou.

Conforme ressaltou o presidente da APA, Érico Pozzer, o elevado status sanitário paulista e brasileiro foi responsável por evitar que as exportações de proteína animal fossem mais comprometidas, durante o recente episódio da Operação Carne Fraca. “Os responsáveis técnicos das empresas têm o compromisso de trabalhar incessantemente para manter a sanidade dos planteis de frangos, matrizes e poedeiras. O trabalho deve ser diuturno e esse seminário é uma boa oportunidade para buscar esse conhecimento”, afirmou.

Eventos como esse são importantes para atualizar e reforçar a biosseguridade, frisou o diretor de relações institucionais da ABPA, Ariel Mendes. “O tema ainda é preocupante para o Brasil, pois mais de 50 países têm registrado casos de Influenza Aviária”, disse o representante da entidade.

A programação do evento contou com a explanação de especialistas nacionais e internacionais, que levaram aos participantes um panorama geral sobre as principais ocorrências da Influenza Aviária no mundo. O ex-presidente do National Poultry Improvement Plan (Npip), Andrew Rhorer, maior autoridade norte-americana no tema, relatou a experiência do Estados Unidos no combate aos surtos da doença em 2014 e 2015. O episódio resultou no abate de mais de 42 milhões de aves de postura comercial e no fechamento das exportações norte-americanas a 17 países.

De acordo com o especialista, uma das principais ações atualmente realizadas pelo país tem sido a detecção de vírus de baixa patogenicidade, para evitar que se desenvolva a versão de alta patogenicidade, como ocorrido há três anos.

Compartimentação
A utilização da compartimentação industrial - que permite que, mesmo no caso de surtos de determinadas enfermidades em um Estado ou região, a empresa compartimentada possa continuar a exportar - é uma das alternativas apontadas por especialistas internacionais para proteger a produção e exportação avícola.

No Brasil, a empresa Cobb-Vantress foi a primeira a receber o documento, emitido pelo Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em suas unidades de Gaupiaçú, em São Paulo, e ainda em Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Paraná (leia mais aqui). “Para isso, buscamos em 2005 uma orientação de especialistas nos Estados Unidos, que também estão iniciando o processo para melhorar a prevenção e o combate à doença”, disse o diretor-executivo da Cobb-Vantress no Brasil, Jairo Arenazio.

Nos Estados Unidos, o processo teve início em 2008 com as casas genéticas, como explicou Andrew Roher, ex-presidente do National Poultry Improvement Plan (Npip), o Plano Nacional de Sanidade Avícola norte-americano. “É um processo muito novo para a indústria norte-americana, que exigiu muitas resoluções para que o governo pudesse apoiar”, explicou o especialista, que falou sobre o tema durante o seminário.

Para o gerente de exportações veterinárias da Cobb-Vantress, Alberto Torres, que apresentou uma reflexão sobre as implicações de mercado dos recentes surtos de Influenza Aviaria na Europa, Ásia e África, é preciso buscar as equivalências de padrão entre os países para promover a continuidade do comércio exterior. “Os países precisam reconsiderar políticas de comércio bilateral e buscar a regionalização e compartimentação, alternativas viáveis para evitar a interrupção das operações comerciais”, disse.

Para o titular da Coordenadoria de Defesa Agropecuária, Fernando Buchala, “a CDA, por meio do Programa Estadual de Sanidade Avícola, está reforçando o planejamento operacional para possibilitar o aumento das atividades de vigilância sanitária e a atenção em relação às medidas para atender às suspeitas de casos de Influenza Aviária”.

O debate teve ainda a participação do vice-presidente de saúde animal do Fórum Nacional dos Executores de Sanidade Agropecuária (Fonesa), Fabiano Fiúza; do chefe de Divisão de Sanidade das Aves do Mapa, Bruno Pessamilio; e da diretora da Divisão de Doenças de Transmissão Respiratória da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, Telma Carvalhanas.

O impacto da doença na avicultura industrial e familiar nos países asiáticos foi abordado por Marcelo Paniago, representante da empresa de saúde animal Ceva Ásia.

Também participaram do seminário os diretores dos institutos Agronômico (IAC), Sergio Augusto de Morais Carbonell e de Tecnologia de Alimentos (Ital), Luis Fernando Ceribelli Madi; e os pesquisadores do Biológico (IB), Guilherme Machado e de Zootecnia (IZ), Carla Cachoni Pizzolante.


Fonte: SAA/SP 

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